Saved in:
| Main Authors: | , , , , |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Language: | |
| Published: |
Zenodo
2026
|
| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.19008879 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
Table of Contents:
- <p><span><strong>Introdução:</strong> A insulina inalatória foi desenvolvida visando uma ação mais rápida, pela ampla área de superfície e capacidade de entrega sistêmica do pulmão, bem como uma opção ao uso da injetável. A tecnologia Technosphere Insulin (TI) é baseada em partículas com capacidade de adsorção da insulina e em proporções adequadas para atingir os alvéolos pulmonares. Considerando a novidade tecnológica, o objetivo do trabalho é elencar evidências do uso da TI no tratamento da Diabetes Mellitus. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de uma revisão de literatura conduzida nas bases de dados PubMed, Embase e BVS, utilizando a expressão de busca desenvolvida pela estratégia PICO: ("Diabetes Mellitus" OR "Diabetic Patients") AND ("Technosphere insulin" OR "Inhaled insulin") AND (Efficacy). Os critérios de exclusão foram: estudos duplicados, fora do período dos últimos 5 anos, fora do escopo e revisões de literatura. Os trabalhos resultantes foram lidos e extraiu-se de cada um seus principais resultados. </span><span><strong>Resultados e Discussão:</strong> Encontrou-se 30 estudos, permanecendo, após aplicação dos critérios de exclusão, apenas 10 para análise na íntegra. Em adultos com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), Kaiserman et al. (2023) mostraram que Technosphere Insulin (TI) tem eficácia comparável com a insulina de infusão automática (AID) na redução dos valores de hemoglobina glicada (HbA1c), quando associada com uma insulina basal. Manoukian et al. (2020) relataram que, após 52 semanas de tratamento, a TI instigou reduções mais expressivas nos valores de HbA1c que a insulina Asparte. McGill et al. (2021) evidenciaram uma redução similar à insulina Lispro, mas com melhor controle da glicemia pós-prandial. Galderisi et al. (2020) mostraram que TI em doses altas reduziu significativamente a glicemia pós-prandial em cerca de 30 minutos. Haller et al. (2023) concluíram que a TI pode ser uma alternativa eficaz no controle pós-prandial ao tratamento injetável. White et al. (2020) e Grant et al. (2020) obtiveram resultados em pacientes pediátricos comparáveis entre a TI e a insulina regular. Nos adultos com DM2, Levin et al. (2021) observaram uma redução de 20% na dose média da insulina utilizada pelos participantes. No entanto, Hoogwerf et al. (2021) não observaram diferenças significativas na eficácia entre ambas, mas destacou uma menor frequência de hipoglicemia com a TI, fato também visto por Desborough et al. (2021). <strong>Conclusão:</strong> A insulina technosphere (TI) inalatória é uma opção promissora para o manejo do diabetes, com administração menos invasiva e rápido início de ação. Além de apresentar eficácia comparável às insulinas subcutâneas, apresentam boa efetividade na redução da glicemia pós-prandial e na incidência de hipoglicemia. Contudo, enfrenta desafios como a necessidade de doses adicionais, efeitos adversos como a tosse, as quais devem ser abordadas em pesquisas futuras.</span></p>