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| Autore principale: | |
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| Natura: | Recurso digital |
| Lingua: | portoghese |
| Pubblicazione: |
Zenodo
2026
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| Soggetti: | |
| Accesso online: | https://doi.org/10.5281/zenodo.19164122 |
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Sommario:
- <p>Este ensaio investiga a ilha de Sakhalina como um território onde diferentes tempos históricos se sobrepõem, articulando memória familiar, história cultural e experiência de viagem. O texto parte das lembranças do pai da autora, nascido em Karafuto — nome japonês atribuído ao sul da ilha durante o período colonial japonês — e das narrativas sobre o frio extremo da região. A partir desse ponto, o ensaio reconstrói a história da ilha como colônia penal do Império Russo no século XIX, destacando a viagem de Anton Tchekhov em 1890 e seu estudo sobre as condições de vida dos prisioneiros. O texto examina também a colonização japonesa de Karafuto nas décadas de 1920 e 1930, marcada pelo desenvolvimento industrial e pela migração de trabalhadores e colonos. A visita da autora à ilha em 2018 permite observar como diferentes camadas históricas — russa, japonesa e soviética — permanecem visíveis na paisagem contemporânea. Sakhalina emerge, assim, como um espaço de fronteira onde memórias pessoais, narrativas literárias e transformações geopolíticas se entrelaçam</p>