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Bibliographic Details
Main Author: Gondim, Cristina
Format: Recurso digital
Language:Portuguese
Published: Zenodo 2019
Subjects:
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.19291927
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Table of Contents:
  • <p><strong>Resumo:</strong> O arquiteto chileno Guillermo Jullian de la Fuente (1931-2008) foi um dos principais colaboradores latino-americanos de Le Corbusier, teve importante participação em projetos realizados durante sua passagem pelo Ateliê da Rue Sèvres entre 1959 e 1965, experiência encerrada com a morte do mestre franco-suíço. Considerado um dos mais fiéis discípulos, assumiu a responsabilidade de continuar projetos em andamento e comandar realizações póstumas do escritório francês. A experiência foi determinante para sua carreira, não apenas por se tratar do maior laboratório da cultura arquitetônica moderna, mas pelas circunstâncias que o tornaram herdeiro de trabalhos que abriram um campo de pesquisa em sua trajetória profissional. Desenvolvidos paralelamente no início da década de 60, o Hospital de Veneza (1963-1969) e a Embaixada da França em Brasília (1963-1965) são projetos amplamente investigados na obra de Le Corbusier, nos quais Jullian teve participação em diferentes níveis de envolvimento e com atuação decisiva sobre seus desdobramentos após 1965. O princípio organizacional do Hospital exerce forte influência em pesquisas e projetos subsequentes de Jullian, que desenvolveu a proposta original em nível de projeto executivo através de um processo que demonstra fidelidade e coerência entre os esboços iniciais e sua versão final. Já no projeto da Embaixada, ao optar por não modificar a ideia original do mestre, elabora uma proposta inteiramente nova e pouco conhecida, baseada no método projetual que constitui sua investigação sobre sistemas ordenadores. O presente estudo tem como objetivo investigar a trajetória entre os dois projetos com foco no desenvolvimento da ferramenta conhecida por Yellow Peripherical Distinction (YPD) que o arquiteto aplica em seus projetos para capital brasileira. A contextualização no período revela como o contato com Team 10 impactou sua produção e aponta para a possibilidade de interpretação do projeto realizado da Embaixada da França em Brasília (1971-1974) como uma manifestação de mat-building.</p> <p><strong>Abstract:</strong> Chilean architect Guillermo Jullian de la Fuente (1931-2008) was one of the Latin American main collaborators of Le Corbusier. He had played an important role by the development of projects carried out during his time at Rue Sèvres Studio between 1959 and 1965, an experience that ended after the death of the french-swiss master. Considered one of his most reliable disciples, Jullian assumed responsibility for continuing ongoing projects and commanding posthumous achievements of the French office. This experience was crucial to his career, not only because it was the major laboratory in modern architectural culture, but because of the circumstances that made him heir works that opened a field of research in his professional path. Developed in parallel in the early 1960s, the Venice Hospital (1963-1969) and the French Embassy in Brasilia (1963-1965) are projects widely investigated in Le Corbusier's work, in which Jullian participated at different levels of involvement and decisively acted on its developments after 1965. The Hospital's organizational principle has a strong influence on Jullian's subsequent research and projects, he developed the original proposal at a constructive level through a process that demonstrates fidelity and consistency between the initial drafts and their final version. In the Embassy project, by choosing not to modify the master's original idea, he elaborates an entirely new and little known proposal, based on the design method that constitutes his research on ordering systems. This study aims to investigate the trajectory between the two projects focusing on the development of the tool known as Yellow Peripherical Distinction (YPD) that the architect applies in his projects for the Brazilian capital. The contextualization in the period reveals how contact with Team 10 impacted his production and points to the possibility of interpreting his version of the French Embassy in Brasilia (1971-1974) as a manifestation of mat-building.</p>