Paisagem, técnica e modernidade: análise dos planos urbanísticos para o bairro Praia de Belas em Porto Alegre (1936;1951)
Fuente:
Zenodo
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Zenodo
2025
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| Subjects: | |
| Online Access: | |
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| _version_ | 1866901612482527232 |
|---|---|
| author | Goi, Giovanna Copetti Gonçalves, Alessandra Schunski |
| author_facet | Goi, Giovanna Copetti Gonçalves, Alessandra Schunski |
| contents | <p>Porto Alegre constitui-se a partir de seu encontro com o Guaíba, cuja presença moldou tanto sua geografia quanto sua identidade urbana e simbólica. Ao longo do século XX, contudo, esse vínculo foi progressivamente reconfigurado por estratégias de contenção da natureza, orientadas pela racionalidade técnica moderna (Nunes & Reys, 2024). Nesse processo, a paisagem — compreendida como expressão da interação entre sociedade, natureza e cultura (Tardin, 2010) — deixou de ser território compartilhado para tornar-se superfície de intervenção, subordinada a ideais de progresso e eficiência. A técnica, nesse contexto, não apenas altera o meio natural, mas revela distintas formas de articulação entre arquitetura, cidade e ambiente, seja por meio da adaptação, da organização ou da dominação (Gregotti, 2009; Cabral, 2017). Essa lógica resultou em vulnerabilidades crescentes diante das cheias do Guaíba, agravadas pela urbanização desordenada, pela impermeabilização do solo e pela supressão de zonas de absorção, sobrecarregando a infraestrutura de drenagem urbana. As cheias — como as emblemáticas de 1941 e, mais recentemente, 2024 — foram compreendidas não apenas como ameaças, mas também como catalisadoras de reconfigurações urbanas em larga escala. Entre 1917 e 1961, sucessivas propostas urbanísticas buscaram mitigar os impactos desses eventos climáticos, revelando o papel mediador da arquitetura e do urbanismo na relação entre cidade e natureza. Projetos como os de Edvaldo Pereira Paiva para a região da Praia de Belas — concebido em 1936 e retomados em 1951 — propunham integrar gradualmente as áreas alagadas ao tecido urbano, por meio de vias-parque e espaços públicos implantados sobre aterros. A análise dessas propostas permite compreender como os ideais modernistas, os desafios ambientais e as decisões técnicas moldaram — e seguem moldando — a relação entre cidade e natureza.</p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_19292540 |
| institution | Zenodo |
| language | por |
| publishDate | 2025 |
| publisher | Zenodo |
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| spellingShingle | Paisagem, técnica e modernidade: análise dos planos urbanísticos para o bairro Praia de Belas em Porto Alegre (1936;1951) Goi, Giovanna Copetti Gonçalves, Alessandra Schunski 8º Seminário Docomomo Sul, Porto Alegre, 2025 <p>Porto Alegre constitui-se a partir de seu encontro com o Guaíba, cuja presença moldou tanto sua geografia quanto sua identidade urbana e simbólica. Ao longo do século XX, contudo, esse vínculo foi progressivamente reconfigurado por estratégias de contenção da natureza, orientadas pela racionalidade técnica moderna (Nunes & Reys, 2024). Nesse processo, a paisagem — compreendida como expressão da interação entre sociedade, natureza e cultura (Tardin, 2010) — deixou de ser território compartilhado para tornar-se superfície de intervenção, subordinada a ideais de progresso e eficiência. A técnica, nesse contexto, não apenas altera o meio natural, mas revela distintas formas de articulação entre arquitetura, cidade e ambiente, seja por meio da adaptação, da organização ou da dominação (Gregotti, 2009; Cabral, 2017). Essa lógica resultou em vulnerabilidades crescentes diante das cheias do Guaíba, agravadas pela urbanização desordenada, pela impermeabilização do solo e pela supressão de zonas de absorção, sobrecarregando a infraestrutura de drenagem urbana. As cheias — como as emblemáticas de 1941 e, mais recentemente, 2024 — foram compreendidas não apenas como ameaças, mas também como catalisadoras de reconfigurações urbanas em larga escala. Entre 1917 e 1961, sucessivas propostas urbanísticas buscaram mitigar os impactos desses eventos climáticos, revelando o papel mediador da arquitetura e do urbanismo na relação entre cidade e natureza. Projetos como os de Edvaldo Pereira Paiva para a região da Praia de Belas — concebido em 1936 e retomados em 1951 — propunham integrar gradualmente as áreas alagadas ao tecido urbano, por meio de vias-parque e espaços públicos implantados sobre aterros. A análise dessas propostas permite compreender como os ideais modernistas, os desafios ambientais e as decisões técnicas moldaram — e seguem moldando — a relação entre cidade e natureza.</p> |
| title | Paisagem, técnica e modernidade: análise dos planos urbanísticos para o bairro Praia de Belas em Porto Alegre (1936;1951) |
| topic | 8º Seminário Docomomo Sul, Porto Alegre, 2025 |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.19292540 |