Tunga e a pedagogia poética da Escola de Arquitetura de Valparaíso, Chile (1960–1970)
Fuente:
Zenodo
Gespeichert in:
| 1. Verfasser: | |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Sprache: | Portugiesisch |
| Veröffentlicht: |
Zenodo
2026
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| Schlagworte: | |
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| _version_ | 1866901697973977088 |
|---|---|
| author | Cavalcante, Julia |
| author_facet | Cavalcante, Julia |
| contents | <p>Atualmente há uma vasta fortuna crítica sobre a obra de Tunga (1952–2016), mas pouco se investigam aspectos menos conhecidos de sua formação, especialmente aqueles vividos na juventude, fora do Brasil. Entre essas experiências, destaca-se seu contato com a Escola de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, no Chile, cuja pedagogia, desde meados dos anos 1960, integra poesia, artes visuais e arquitetura por meio de Atos Poéticos, Travessias e da Ciudad Abierta, espaço experimental habitado e construído coletivamente. Em entrevistas e manuscritos, Tunga reconhece o impacto dessa vivência, descrevendo Valparaíso como um ambiente de profunda integração entre arte, arquitetura e poesia. Em uma de suas anotações, afirma que "a arquitetura tem como princípios aqueles mesmos que regem a poesia", síntese tanto de sua experiência pessoal quanto do fundamento pedagógico da escola. Embora mencionada em fontes como Spinelli (2016), Lampert (2020) e Lopes Torres & Machado Silva (2023), essa relação permanece pouco explorada. A pesquisa em desenvolvimento utiliza principalmente o arquivo do artista no Instituto Tunga, composto por cadernos, manuscritos, correspondências, registros audiovisuais e documentos pessoais, onde se encontram evidências de sua participação em atividades da escola e de vínculos com seus professores e colegas. Complementarmente, recorre-se ao Arquivo Histórico José Vial Armstrong, da própria PUCV. A análise apoia-se em três referenciais teóricos: a "biografia intelectual" de François Dosse, que compreende vida e obra como dimensões entrelaçadas; o "biografema" de Roland Barthes, orientado à busca de fragmentos significativos; e a noção de "Nebulosas", de Margareth da Silva Pereira, que permite lidar com lacunas e emaranhados na construção de uma cronologia formativa. O objetivo é discutir Tunga como artista e arquiteto em trânsito, destacando seus intercâmbios educacionais nas Américas. Pergunta-se quais registros ele deixou sobre a escola, que redes estabeleceu e como práticas pedagógicas chilenas dos anos 1960 e 1970 reverberam em sua obra. O estudo busca, assim, iluminar uma faceta pouco conhecida de sua trajetória e evidenciar como a experiência chilena contribuiu para sua visão integrada de arte, arquitetura e poesia.</p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_19434118 |
| institution | Zenodo |
| language | por |
| publishDate | 2026 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | Tunga e a pedagogia poética da Escola de Arquitetura de Valparaíso, Chile (1960–1970) Cavalcante, Julia Tunga Escola de Arquitetura de Valparaíso (Chile) Pedagogia Poética 16º Seminário Docomomo Brasil, Porto Alegre, 2025 <p>Atualmente há uma vasta fortuna crítica sobre a obra de Tunga (1952–2016), mas pouco se investigam aspectos menos conhecidos de sua formação, especialmente aqueles vividos na juventude, fora do Brasil. Entre essas experiências, destaca-se seu contato com a Escola de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, no Chile, cuja pedagogia, desde meados dos anos 1960, integra poesia, artes visuais e arquitetura por meio de Atos Poéticos, Travessias e da Ciudad Abierta, espaço experimental habitado e construído coletivamente. Em entrevistas e manuscritos, Tunga reconhece o impacto dessa vivência, descrevendo Valparaíso como um ambiente de profunda integração entre arte, arquitetura e poesia. Em uma de suas anotações, afirma que "a arquitetura tem como princípios aqueles mesmos que regem a poesia", síntese tanto de sua experiência pessoal quanto do fundamento pedagógico da escola. Embora mencionada em fontes como Spinelli (2016), Lampert (2020) e Lopes Torres & Machado Silva (2023), essa relação permanece pouco explorada. A pesquisa em desenvolvimento utiliza principalmente o arquivo do artista no Instituto Tunga, composto por cadernos, manuscritos, correspondências, registros audiovisuais e documentos pessoais, onde se encontram evidências de sua participação em atividades da escola e de vínculos com seus professores e colegas. Complementarmente, recorre-se ao Arquivo Histórico José Vial Armstrong, da própria PUCV. A análise apoia-se em três referenciais teóricos: a "biografia intelectual" de François Dosse, que compreende vida e obra como dimensões entrelaçadas; o "biografema" de Roland Barthes, orientado à busca de fragmentos significativos; e a noção de "Nebulosas", de Margareth da Silva Pereira, que permite lidar com lacunas e emaranhados na construção de uma cronologia formativa. O objetivo é discutir Tunga como artista e arquiteto em trânsito, destacando seus intercâmbios educacionais nas Américas. Pergunta-se quais registros ele deixou sobre a escola, que redes estabeleceu e como práticas pedagógicas chilenas dos anos 1960 e 1970 reverberam em sua obra. O estudo busca, assim, iluminar uma faceta pouco conhecida de sua trajetória e evidenciar como a experiência chilena contribuiu para sua visão integrada de arte, arquitetura e poesia.</p> |
| title | Tunga e a pedagogia poética da Escola de Arquitetura de Valparaíso, Chile (1960–1970) |
| topic | Tunga Escola de Arquitetura de Valparaíso (Chile) Pedagogia Poética 16º Seminário Docomomo Brasil, Porto Alegre, 2025 |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.19434118 |