Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro: da UNB à UENF em trinta anos

Fuente: Zenodo
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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Godoi, Fabrício Ribeiro dos Santos
Formato: Recurso digital
Lenguaje:portugués
Publicado: Zenodo 2026
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author Godoi, Fabrício Ribeiro dos Santos
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contents <p>A parceria entre o antropólogo, educador e universitário Darcy Ribeiro com o arquiteto Oscar Niemeyer foi extremamente frutífera, gerando símbolos incontestáveis das três maiores cidades do Brasil – o Sambódromo no Rio de Janeiro; o Memorial da América Latina em São Paulo e a Universidade de Brasília (UnB). Nos anos 1980, com a reorganização da democracia, Darcy Ribeiro é eleito vice-governador de Leonel Brizola no Rio de Janeiro. Lá implantam um novo modelo democrático de corte desenvolvimentista, lastreado em um programa educacional muito amplo. Apesar do sucesso, na eleição seguinte a oposição vence. Após quatro anos de um governo venal, Brizola retorna, tendo como mote a retomada dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) e a criação de uma universidade (Universidade Estadual Norte Fluminense, UENF). Darcy assumiria a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Tanto no programa educacional dos dois governos brizolistas, como na nova universidade, a parceria com Niemeyer é revivida. O arquiteto adotou soluções na UnB de modo criativo, bastante livre, ao reunir unidades acadêmicas em um único (e enorme) edifício, alterar eixos do plano original de Lucio Costa, sempre rapidamente e com a confiança do contratante (então Reitor). O resultado é o atual "Campus Darcy Ribeiro", constituído de edifícios implantados em meio a uma gleba de grandes dimensões, próxima da cidade, porém a ela pouco conectada. Na UENF, quase trinta anos depois, novamente Oscar Niemeyer se aproxima da industrialização na construção, com o uso dos elementos construtivos dos CIEPs para construir os edifícios principais em uma gleba que abrigaria a maior parte da nova universidade. Mas, dessa vez, a solução seria mista: além da gleba, a universidade também ocuparia edifícios históricos situados em áreas centrais da cidade. Esse artigo dará mais ênfase a essa experiência, cujas relações entre a política e a arquitetura resultante tem presença escassa na literatura.</p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_19434323
institution Zenodo
language por
publishDate 2026
publisher Zenodo
record_format zenodo
spellingShingle Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro: da UNB à UENF em trinta anos
Godoi, Fabrício Ribeiro dos Santos
Arquitetura Moderna
Territórios universitários
Relação política — Arquitetura
16º Seminário Docomomo Brasil, Porto Alegre, 2025
<p>A parceria entre o antropólogo, educador e universitário Darcy Ribeiro com o arquiteto Oscar Niemeyer foi extremamente frutífera, gerando símbolos incontestáveis das três maiores cidades do Brasil – o Sambódromo no Rio de Janeiro; o Memorial da América Latina em São Paulo e a Universidade de Brasília (UnB). Nos anos 1980, com a reorganização da democracia, Darcy Ribeiro é eleito vice-governador de Leonel Brizola no Rio de Janeiro. Lá implantam um novo modelo democrático de corte desenvolvimentista, lastreado em um programa educacional muito amplo. Apesar do sucesso, na eleição seguinte a oposição vence. Após quatro anos de um governo venal, Brizola retorna, tendo como mote a retomada dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) e a criação de uma universidade (Universidade Estadual Norte Fluminense, UENF). Darcy assumiria a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Tanto no programa educacional dos dois governos brizolistas, como na nova universidade, a parceria com Niemeyer é revivida. O arquiteto adotou soluções na UnB de modo criativo, bastante livre, ao reunir unidades acadêmicas em um único (e enorme) edifício, alterar eixos do plano original de Lucio Costa, sempre rapidamente e com a confiança do contratante (então Reitor). O resultado é o atual "Campus Darcy Ribeiro", constituído de edifícios implantados em meio a uma gleba de grandes dimensões, próxima da cidade, porém a ela pouco conectada. Na UENF, quase trinta anos depois, novamente Oscar Niemeyer se aproxima da industrialização na construção, com o uso dos elementos construtivos dos CIEPs para construir os edifícios principais em uma gleba que abrigaria a maior parte da nova universidade. Mas, dessa vez, a solução seria mista: além da gleba, a universidade também ocuparia edifícios históricos situados em áreas centrais da cidade. Esse artigo dará mais ênfase a essa experiência, cujas relações entre a política e a arquitetura resultante tem presença escassa na literatura.</p>
title Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro: da UNB à UENF em trinta anos
topic Arquitetura Moderna
Territórios universitários
Relação política — Arquitetura
16º Seminário Docomomo Brasil, Porto Alegre, 2025
url https://doi.org/10.5281/zenodo.19434323