INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA E A CRISE DAS CATEGORIAS DOGMÁTICAS DO DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL: AUTORIA, MATERIALIDADE E PROVA NA ERA DOS ARTEFATOS SINTÉTICOS

Fuente: Zenodo
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Auteurs principaux: Ferreira, Kelle Shaiene, De Paula, Arley Bruzinga, Ferreira, Pedro Paulo da Cunha
Format: Recurso digital
Langue:portugais
Publié: Zenodo 2026
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author Ferreira, Kelle Shaiene
De Paula, Arley Bruzinga
Ferreira, Pedro Paulo da Cunha
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De Paula, Arley Bruzinga
Ferreira, Pedro Paulo da Cunha
contents <p>O avanço recente da inteligência artificial generativa, especialmente de sistemas <br>baseados em aprendizado profundo capazes de produzir textos, imagens, áudios e <br>vídeos sintéticos com alto grau de verossimilhança tem gerado impactos que <br>ultrapassam a esfera tecnológica e alcançam diretamente as estruturas normativas do <br>direito. Ao contrário das tecnologias digitais tradicionais, que operam como <br>instrumentos subordinados à ação humana, tais sistemas atuam como agentes de <br>mediação cognitiva capazes de gerar resultados não integralmente previsíveis por seus <br>operadores. <br>Essa transformação desafia categorias clássicas do direito penal contemporâneo, <br>historicamente construídas sob o paradigma da causalidade linear, da centralidade da <br>conduta humana e da materialidade empírica do fato delituoso. Conforme observa <br>Roxin (2006), a imputação penal pressupõe domínio do fato e previsibilidade do <br>resultado, elementos tensionados quando a produção do evento passa a depender de <br>arquiteturas algorítmicas autônomas.</p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_19489355
institution Zenodo
language por
publishDate 2026
publisher Zenodo
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spellingShingle INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA E A CRISE DAS CATEGORIAS DOGMÁTICAS DO DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL: AUTORIA, MATERIALIDADE E PROVA NA ERA DOS ARTEFATOS SINTÉTICOS
Ferreira, Kelle Shaiene
De Paula, Arley Bruzinga
Ferreira, Pedro Paulo da Cunha
Inteligência Artificial
Direito Penal
Prova Digital
Imputação Penal
Deepfakes
<p>O avanço recente da inteligência artificial generativa, especialmente de sistemas <br>baseados em aprendizado profundo capazes de produzir textos, imagens, áudios e <br>vídeos sintéticos com alto grau de verossimilhança tem gerado impactos que <br>ultrapassam a esfera tecnológica e alcançam diretamente as estruturas normativas do <br>direito. Ao contrário das tecnologias digitais tradicionais, que operam como <br>instrumentos subordinados à ação humana, tais sistemas atuam como agentes de <br>mediação cognitiva capazes de gerar resultados não integralmente previsíveis por seus <br>operadores. <br>Essa transformação desafia categorias clássicas do direito penal contemporâneo, <br>historicamente construídas sob o paradigma da causalidade linear, da centralidade da <br>conduta humana e da materialidade empírica do fato delituoso. Conforme observa <br>Roxin (2006), a imputação penal pressupõe domínio do fato e previsibilidade do <br>resultado, elementos tensionados quando a produção do evento passa a depender de <br>arquiteturas algorítmicas autônomas.</p>
title INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA E A CRISE DAS CATEGORIAS DOGMÁTICAS DO DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL: AUTORIA, MATERIALIDADE E PROVA NA ERA DOS ARTEFATOS SINTÉTICOS
topic Inteligência Artificial
Direito Penal
Prova Digital
Imputação Penal
Deepfakes
url https://doi.org/10.5281/zenodo.19489355