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| 1. Verfasser: | |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Sprache: | |
| Veröffentlicht: |
Zenodo
2026
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| Schlagworte: | |
| Online-Zugang: | https://doi.org/10.5281/zenodo.19674331 |
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| _version_ | 1866901790548557824 |
|---|---|
| author | da Costa Rocha, Dandara |
| author_facet | da Costa Rocha, Dandara |
| contents | Parto da minha vivência na pós-graduação para investigar como pessoas travestis e trans sustentam suas trajetórias na universidade. Formulo como problema a insuficiência das políticas de acesso quando dissociadas de mudanças nas estruturas institucionais, nos critérios de reconhecimento e nas bases materiais da vida acadêmica. Sustento que a permanência não decorre da entrada, mas se configura como um processo marcado por dinâmicas que distribuem de forma desigual legitimidade, escuta e possibilidade de elaboração teórica. Desenvolvo a análise a partir de referenciais transfeministas e da noção de cisnormatividade, entendida como regime que antecede a leitura e organiza parâmetros de inteligibilidade. Identifico uma economia difusa de validação que admite a inserção travesti e trans, mas a mantém sob suspeição, exigindo negociação contínua da legitimidade e produzindo efeitos de hipervigilância, "cislenciamento" e exaustão. Nesse contexto, a experiência é frequentemente mobilizada como ilustração, enquanto encontra resistência quando tensiona os critérios que definem o que pode ser reconhecido como saber legítimo. Argumento que permanência, materialidade e produção de conhecimento se implicam mutuamente. Aquilo que atravessa a vida concreta incide diretamente sobre o que consigo elaborar, enquanto os parâmetros institucionais delimitam as formas de reconhecimento dessa produção. Recuso a adaptação como horizonte e afirmo a permanência como prática de deslocamento, capaz de expor os limites de um modelo universitário que se apresenta como universal. Defendo, ao final, que a presença de pessoas travestis e trans não demanda apenas inclusão, mas impõe a reconfiguração das formas de produzir e validar conhecimento. |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_19674331 |
| institution | Zenodo |
| language | |
| publishDate | 2026 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | Permanência de pessoas travestis e trans na universidade: hipervigilância, cisnormatividade e regimes de validação da Costa Rocha, Dandara Desigualdade estrutural Produção de conhecimento Transfeminismo Higher education Knowledge production Transfeminism Parto da minha vivência na pós-graduação para investigar como pessoas travestis e trans sustentam suas trajetórias na universidade. Formulo como problema a insuficiência das políticas de acesso quando dissociadas de mudanças nas estruturas institucionais, nos critérios de reconhecimento e nas bases materiais da vida acadêmica. Sustento que a permanência não decorre da entrada, mas se configura como um processo marcado por dinâmicas que distribuem de forma desigual legitimidade, escuta e possibilidade de elaboração teórica. Desenvolvo a análise a partir de referenciais transfeministas e da noção de cisnormatividade, entendida como regime que antecede a leitura e organiza parâmetros de inteligibilidade. Identifico uma economia difusa de validação que admite a inserção travesti e trans, mas a mantém sob suspeição, exigindo negociação contínua da legitimidade e produzindo efeitos de hipervigilância, "cislenciamento" e exaustão. Nesse contexto, a experiência é frequentemente mobilizada como ilustração, enquanto encontra resistência quando tensiona os critérios que definem o que pode ser reconhecido como saber legítimo. Argumento que permanência, materialidade e produção de conhecimento se implicam mutuamente. Aquilo que atravessa a vida concreta incide diretamente sobre o que consigo elaborar, enquanto os parâmetros institucionais delimitam as formas de reconhecimento dessa produção. Recuso a adaptação como horizonte e afirmo a permanência como prática de deslocamento, capaz de expor os limites de um modelo universitário que se apresenta como universal. Defendo, ao final, que a presença de pessoas travestis e trans não demanda apenas inclusão, mas impõe a reconfiguração das formas de produzir e validar conhecimento. |
| title | Permanência de pessoas travestis e trans na universidade: hipervigilância, cisnormatividade e regimes de validação |
| topic | Desigualdade estrutural Produção de conhecimento Transfeminismo Higher education Knowledge production Transfeminism |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.19674331 |