Entre o testemunho e a ficção: duas visões da guerra feminina

Fuente: Zenodo
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Auteur principal: BRICS+ Research Center
Format: Recurso digital
Publié: Zenodo 2026
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_version_ 1866901800151416832
author BRICS+ Research Center
author_facet BRICS+ Research Center
contents <p>A obra de Svetlana Aleksiévitch e o filme Uma Mulher Alta, de Kantemir Balagov, abordam a experiência feminina na Segunda Guerra Mundial, afastando-se da narrativa tradicional centrada em heróis e batalhas. Aleksiévitch, em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, reúne centenas de depoimentos reais de mulheres que serviram no Exército Vermelho. O livro organiza as  lembranças por temas, revelando medos íntimos, vergonhas cotidianas e a rejeição social após a vitória. A autora atua como  ouvinte e editora, construindo uma história dos sentimentos que evita o sensacionalismo. Balagov, por sua vez, concentra sua narrativa em duas personagens fictícias em Leningrado pós-cerco. Iya e Masha enfrentam as consequências da guerra no corpo e na mente: crises epiléticas, culpa pela morte acidental de uma criança, dificuldade de retomar a vida civil. O filme utiliza cores dessaturadas, planos longos e enquadramentos fechados para evidenciar a violência que permanece no olhar e nos gestos. A principal semelhança entre as obras é a recusa do heroísmo abstrato. A diferença está na abordagem: Aleksiévitch documenta a memória por meio de múltiplas vozes; Balagov ficcionaliza o pós-guerra por meio de poucas personagens. Juntos, livro e filme devolvem um rosto humano à história, lembrando que a guerra não é feita apenas de números, mas de cheiros, lágrimas e cicatrizes permanentes.</p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_19988262
institution Zenodo
language
publishDate 2026
publisher Zenodo
record_format zenodo
spellingShingle Entre o testemunho e a ficção: duas visões da guerra feminina
BRICS+ Research Center
Memória feminina
Trauma de guerra
Testemunho
<p>A obra de Svetlana Aleksiévitch e o filme Uma Mulher Alta, de Kantemir Balagov, abordam a experiência feminina na Segunda Guerra Mundial, afastando-se da narrativa tradicional centrada em heróis e batalhas. Aleksiévitch, em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, reúne centenas de depoimentos reais de mulheres que serviram no Exército Vermelho. O livro organiza as  lembranças por temas, revelando medos íntimos, vergonhas cotidianas e a rejeição social após a vitória. A autora atua como  ouvinte e editora, construindo uma história dos sentimentos que evita o sensacionalismo. Balagov, por sua vez, concentra sua narrativa em duas personagens fictícias em Leningrado pós-cerco. Iya e Masha enfrentam as consequências da guerra no corpo e na mente: crises epiléticas, culpa pela morte acidental de uma criança, dificuldade de retomar a vida civil. O filme utiliza cores dessaturadas, planos longos e enquadramentos fechados para evidenciar a violência que permanece no olhar e nos gestos. A principal semelhança entre as obras é a recusa do heroísmo abstrato. A diferença está na abordagem: Aleksiévitch documenta a memória por meio de múltiplas vozes; Balagov ficcionaliza o pós-guerra por meio de poucas personagens. Juntos, livro e filme devolvem um rosto humano à história, lembrando que a guerra não é feita apenas de números, mas de cheiros, lágrimas e cicatrizes permanentes.</p>
title Entre o testemunho e a ficção: duas visões da guerra feminina
topic Memória feminina
Trauma de guerra
Testemunho
url https://doi.org/10.5281/zenodo.19988262