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| Main Author: | |
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| Format: | Recurso digital |
| Language: | |
| Published: |
Zenodo
2026
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.20090203 |
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Table of Contents:
- <p>A Inteligência Artificial prometeu facilitar a vida académica e profissional, e cumpriu essa promessa. No entanto, para além dos inegáveis benefícios, emerge um fenómeno preocupante: o surgimento de uma nova forma de dependência comportamental.</p> <p>Neste artigo de reflexão, analiso a IA como uma potencial nova adição, comparando-a com as dinâmicas clássicas das dependências químicas e comportamentais (álcool, drogas, jogo, redes sociais). Tal como a heroína, a IA oferece uma sensação enganadora de conforto, paz e eficiência imediata, incentivando a externalização do pensamento e o enfraquecimento gradual da capacidade cognitiva e criativa do utilizador.</p> <p>Baseada na minha experiência pessoal, descrevo como o uso excessivo da IA pode levar à perda de voz própria, essência e confiança intelectual, tornando os textos mais “perfeitos”, mas menos autênticos. Alerto para o risco silencioso da dependência: quanto mais delegamos o ler, o resumir, o argumentar e o escrever à IA, mais fragilizamos a nossa capacidade de pensar de forma autónoma.</p> <p>O texto defende que o problema não reside na ferramenta em si, mas na falta de consciência e de limites por parte do utilizador. Num mundo cada vez mais saturado de estímulos tecnológicos, torna-se urgente refletir sobre o equilíbrio entre o uso da IA como ferramenta e a preservação do pensamento crítico e da identidade intelectual.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Inteligência Artificial, adição comportamental, dependência tecnológica, pensamento crítico, externalização cognitiva, educação superior.</p>