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| Autore principale: | |
|---|---|
| Natura: | Recurso digital |
| Lingua: | portoghese |
| Pubblicazione: |
Zenodo
2026
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| Accesso online: | https://doi.org/10.5281/zenodo.20278176 |
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Sommario:
- <p class="MsoNormal"><span>A delimitação deste capítulo no treinamento resistido decorre, portanto, da necessidade de analisar uma intervenção que atua diretamente sobre um dos principais determinantes periféricos da sensibilidade à insulina: o músculo esquelético submetido a sobrecarga progressiva. Oliveira (2019) já havia destacado, em revisão de literatura, que o treinamento resistido deveria ser compreendido como componente terapêutico relevante na síndrome metabólica, não como complemento marginal de programas centrados exclusivamente no exercício aeróbico; Maggi et al. (2022), ao revisarem os efeitos do treinamento de resistência associado à síndrome metabólica, reforçam essa direção ao indicar impactos sobre variáveis cardiometabólicas e funcionais. Todavia, a literatura ainda apresenta lacunas importantes quando o recorte recai especificamente sobre mulheres com síndrome metabólica, sobretudo porque fatores como menopausa, sarcopenia, adiposidade visceral, síndrome dos ovários policísticos, histórico de inatividade física, uso de medicamentos e padrões alimentares interferem na magnitude das respostas ao exercício. Araújo (2020), ao discutir treinamento de força e destreinamento na síndrome dos ovários policísticos, evidencia que resistência à insulina e hiperandrogenismo compõem um cenário feminino particular, enquanto Cavalcante et al. (2021) e Souza et al. (2024) reforçam que a síndrome dos ovários policísticos constitui uma condição associada a repercussões metabólicas que não podem ser dissociadas das estratégias de manejo da resistência insulínica. Kazemi, Heidarianpour e Shokri (2023), ao avaliarem treinamento resistido e treinamento intervalado de alta intensidade em mulheres pós-menopáusicas com síndrome metabólica, acrescentam evidência empírica relevante ao demonstrar que diferentes modalidades podem modificar parâmetros metabólicos, o que torna ainda mais necessária a análise comparativa e crítica dos protocolos. Pinto et al. (2025), ao investigarem exercício resistido com restrição de fluxo sanguíneo em idosas com síndrome metabólica, ampliam a discussão ao sugerirem possibilidades de intervenção com menor carga mecânica, especialmente úteis para populações com limitações osteomusculares ou menor tolerância ao esforço. Assim, este capítulo tem como objetivo analisar criticamente a influência do treinamento resistido na sensibilidade à insulina em mulheres com síndrome metabólica, articulando fundamentos fisiopatológicos, adaptações musculares, especificidades hormonais femininas e evidências clínicas disponíveis, de modo a demonstrar que a prescrição do exercício, quando individualizada, progressiva e integrada ao cuidado metabólico, pode constituir uma estratégia terapêutica de alta pertinência, sem que isso autorize leituras simplificadoras ou promessas lineares de reversão metabólica.</span></p>