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Bibliographic Details
Main Author: SOARES JUNIOR, Gilberto Costa
Format: Recurso digital
Language:
Published: Zenodo 2026
Subjects:
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.20329027
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Table of Contents:
  • <p>O gerenciamento de resíduos ortodônticos em clínicas odontológicas constitui tema relevante para a biossegurança, a saúde pública e a preservação ambiental, especialmente diante da necessidade de adoção de práticas sustentáveis no âmbito dos serviços de saúde. Este artigo teve como objetivo analisar o gerenciamento de resíduos ortodônticos em clínicas odontológicas, com ênfase nos protocolos de descarte e na prevenção de danos ambientais. Metodologicamente, trata-se de uma revisão de literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, fundamentada em produções científicas brasileiras e em normativas sanitárias e ambientais aplicáveis ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. A análise evidenciou que, embora exista regulamentação específica no Brasil, ainda persistem fragilidades relacionadas à segregação, ao acondicionamento, ao armazenamento interno e à capacitação das equipes envolvidas no manejo desses resíduos. Verificou-se que materiais frequentemente utilizados na ortodontia, como fios metálicos, bandas, bráquetes, ligaduras, resinas, gazes, sugadores e embalagens contaminadas, podem representar riscos ocupacionais, sanitários e ambientais quando descartados de forma inadequada. Os resultados também demonstraram que a efetividade do gerenciamento depende da integração entre cumprimento normativo, treinamento contínuo, padronização dos fluxos internos e responsabilização institucional. Como contribuição aplicada, o estudo propôs um protocolo de descarte consciente pautado no mapeamento dos resíduos, na segregação imediata, no acondicionamento compatível, na rastreabilidade, na educação continuada e no monitoramento periódico. Conclui- se que o gerenciamento adequado dos resíduos ortodônticos deve ser compreendido como componente inseparável da prática odontológica responsável, contribuindo para a redução de riscos, para o fortalecimento da biossegurança e para a prevenção de danos ambientais.</p>