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| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Recurso digital |
| Lenguaje: | portugués |
| Publicado: |
Zenodo
2001
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://doi.org/10.5281/zenodo.2616625 |
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| _version_ | 1866901797121032192 |
|---|---|
| author | pedro fonseca jorge |
| author_facet | pedro fonseca jorge |
| contents | <p>O presente trabalho inicia-se através da identificação do seu Tema: o Tipo da Casa Rural da região de Alcobaça (onde se insere a área da vila da Benedita), e a sua permanência na actualidade.</p> <p> Da identificação de uma arquitectura que identifica um Lugar, procedeu-se de seguida à recolha de trabalhos com temas análogos, seja no definir de uma arquitectura nacional, ou, pelo contrário, decorrente de contextos mais regionais. O “Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa” consistiu numa primeira abordagem onde se procedeu a um enquadramento sociocultural da obra: o tipo de abordagem proposto reflecte não só o interesse pela temática do saber vernacular, mas igualmente uma reacção ao regime político estabelecido, em que se procede à denúncia das condições de vida das regiões menos desenvolvidas do país. Apesar da proximidade que se pretende elaborar entre dois campos de conhecimento distintos (Erudito e Vernacular), a sua realização como recolha de modelos acaba por significar a sua separação evidente, pois a Arquitectura enquanto disciplina busca um Significado (que consiste num facto inédito para o domínio vernacular da mesma).</p> <p> Do estudo da obra de Raul Lino, busca-se o erro na definição de uma Arquitectura Portuguesa: esta passa pela elaboração de uma imagem que pretende remeter para uma cultura inexistente, na definição de um território que se quer uma Nação una. No entanto, o esforço empreendido por Lino para se identificar com uma corrente de pensamento que visa glorificar um passado imaginado, esconde a mais valia da sua obra em que consegue reconhecer a especificidade de determinados locais, fazendo uso inclusive dos seus significantes no definir da sua própria arquitectura.</p> <p> Da noção de Património, estabelece-se a sua evolução histórica, no desenhar de uma concepção que hoje corresponde aos elementos que marcam o território, definindo-o enquanto possuidor de uma cultura específica. A temática da habitação a que me reporto, fora de um aglomerado urbano, pretende retomar esta ideia no dignificar da habitação dispersa: esta constitui igualmente um elemento de referência para o Lugar. A reforçar esta ideia, Vidler é usado como instrumento no definir do conceito actual de Arquitectura, em que a especificidade do contexto ganha cada vez mais contornos locais e memoriais.</p> <p> Previamente à análise dos Modelos, estabelece-se a sua Imagem como inconsequente numa recolha Tipológica, dado que no contexto da arquitectura vernacular esta é assumida mais como uma pele que se adiciona à Forma, do que propriamente participante na definição desta última. De facto, na adopção de uma determinada Imagem, pretende-se constituir um grupo de referências que remetam mais uma vez para um passado inexistente, do que para uma situação real, à semelhança do que havia sido feito com a “Casa Portuguesa”. É disso exemplo igualmente a casa do emigrante, abordada neste contexto.</p> <p> Da definição de critérios para um posterior estudo Tipológico, assume-se que o Tipo tem a especificidade de quem produz o estudo, versando sobre os conteúdos que correspondem ao seu domínio de interesses. Estes materializam-se segundo um esquema funcional que identifica a casa como pertença de um grupo a que se chama Tipo. Da importância da sua recolha refere-se não só a intervenção no Lugar, como na obra existente em que se tenta manter a sua identidade. Contudo, face ao carácter eminentemente pessoal da obra arquitectónica, apela-se à permanência dos modelos como contentores do Tipo original.</p> <p> Da recolha efectuada de casos de estudo, procedeu-se a um registo alargado que permitisse verificar a presença dos modelos estudados a um contexto mais alargado do que a povoação de referência (a vila da Benedita, Alcobaça). Posteriormente restringiu-se o campo de acção a oito modelos em particular, dos quais se fez uma análise dos seus constituintes físicos e ideológicos.</p> <p> Concluiu-se deste modo que houve uma substituição do Tipo da Casa Rural por outro influenciado pelo Movimento Moderno. Assim, de um esquema distributivo versátil e adaptativo do primeiro Tipo, optou-se por um esquema funcional em que se verifica a separação funcional das divisões da casa. Parte da justificação passa pela evolução do conhecimento dos seus habitantes, mas também pela mudança da significação dos constituintes da casa, que contudo podem permitir ainda o uso do Tipo estudado. Por fim, levanta-se ainda a hipótese deste último ter igualmente uma origem erudita (pois consiste num esquema clássico), tendo substituído o Tipo presente no “Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa”.</p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_2616625 |
| institution | Zenodo |
| language | por |
| publishDate | 2001 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | Alguns dos Processos de Transformação da Casa Rural da Região de Alcobaça pedro fonseca jorge arquitetura popular arquitetura vervacular arquitetura vernácula alcobaça <p>O presente trabalho inicia-se através da identificação do seu Tema: o Tipo da Casa Rural da região de Alcobaça (onde se insere a área da vila da Benedita), e a sua permanência na actualidade.</p> <p> Da identificação de uma arquitectura que identifica um Lugar, procedeu-se de seguida à recolha de trabalhos com temas análogos, seja no definir de uma arquitectura nacional, ou, pelo contrário, decorrente de contextos mais regionais. O “Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa” consistiu numa primeira abordagem onde se procedeu a um enquadramento sociocultural da obra: o tipo de abordagem proposto reflecte não só o interesse pela temática do saber vernacular, mas igualmente uma reacção ao regime político estabelecido, em que se procede à denúncia das condições de vida das regiões menos desenvolvidas do país. Apesar da proximidade que se pretende elaborar entre dois campos de conhecimento distintos (Erudito e Vernacular), a sua realização como recolha de modelos acaba por significar a sua separação evidente, pois a Arquitectura enquanto disciplina busca um Significado (que consiste num facto inédito para o domínio vernacular da mesma).</p> <p> Do estudo da obra de Raul Lino, busca-se o erro na definição de uma Arquitectura Portuguesa: esta passa pela elaboração de uma imagem que pretende remeter para uma cultura inexistente, na definição de um território que se quer uma Nação una. No entanto, o esforço empreendido por Lino para se identificar com uma corrente de pensamento que visa glorificar um passado imaginado, esconde a mais valia da sua obra em que consegue reconhecer a especificidade de determinados locais, fazendo uso inclusive dos seus significantes no definir da sua própria arquitectura.</p> <p> Da noção de Património, estabelece-se a sua evolução histórica, no desenhar de uma concepção que hoje corresponde aos elementos que marcam o território, definindo-o enquanto possuidor de uma cultura específica. A temática da habitação a que me reporto, fora de um aglomerado urbano, pretende retomar esta ideia no dignificar da habitação dispersa: esta constitui igualmente um elemento de referência para o Lugar. A reforçar esta ideia, Vidler é usado como instrumento no definir do conceito actual de Arquitectura, em que a especificidade do contexto ganha cada vez mais contornos locais e memoriais.</p> <p> Previamente à análise dos Modelos, estabelece-se a sua Imagem como inconsequente numa recolha Tipológica, dado que no contexto da arquitectura vernacular esta é assumida mais como uma pele que se adiciona à Forma, do que propriamente participante na definição desta última. De facto, na adopção de uma determinada Imagem, pretende-se constituir um grupo de referências que remetam mais uma vez para um passado inexistente, do que para uma situação real, à semelhança do que havia sido feito com a “Casa Portuguesa”. É disso exemplo igualmente a casa do emigrante, abordada neste contexto.</p> <p> Da definição de critérios para um posterior estudo Tipológico, assume-se que o Tipo tem a especificidade de quem produz o estudo, versando sobre os conteúdos que correspondem ao seu domínio de interesses. Estes materializam-se segundo um esquema funcional que identifica a casa como pertença de um grupo a que se chama Tipo. Da importância da sua recolha refere-se não só a intervenção no Lugar, como na obra existente em que se tenta manter a sua identidade. Contudo, face ao carácter eminentemente pessoal da obra arquitectónica, apela-se à permanência dos modelos como contentores do Tipo original.</p> <p> Da recolha efectuada de casos de estudo, procedeu-se a um registo alargado que permitisse verificar a presença dos modelos estudados a um contexto mais alargado do que a povoação de referência (a vila da Benedita, Alcobaça). Posteriormente restringiu-se o campo de acção a oito modelos em particular, dos quais se fez uma análise dos seus constituintes físicos e ideológicos.</p> <p> Concluiu-se deste modo que houve uma substituição do Tipo da Casa Rural por outro influenciado pelo Movimento Moderno. Assim, de um esquema distributivo versátil e adaptativo do primeiro Tipo, optou-se por um esquema funcional em que se verifica a separação funcional das divisões da casa. Parte da justificação passa pela evolução do conhecimento dos seus habitantes, mas também pela mudança da significação dos constituintes da casa, que contudo podem permitir ainda o uso do Tipo estudado. Por fim, levanta-se ainda a hipótese deste último ter igualmente uma origem erudita (pois consiste num esquema clássico), tendo substituído o Tipo presente no “Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa”.</p> |
| title | Alguns dos Processos de Transformação da Casa Rural da Região de Alcobaça |
| topic | arquitetura popular arquitetura vervacular arquitetura vernácula alcobaça |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.2616625 |