AVALIAÇÃO DO ACESSO E DA QUALIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Fuente: Zenodo
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Main Authors: Costa, Leonardo Corrêa, Barbosa, Cesar Martins, Régis, Dandara Garcia Menezes, Júnior, Jandervam Figueiredo Régis, Diniz, Jarlan Ferreira, Carvalho, Petrúcia Cirilo de, Pantoja, Rafael Wendel Alves, Anselmo, Giseli Lima, Carvalho, Andréa Regina Martins de, Rodrigues, José Leal
Format: Recurso digital
Published: Zenodo 2026
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Barbosa, Cesar Martins
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Rodrigues, José Leal
contents A Atenção Primária à Saúde (APS) é reconhecida como o nível essencial dos sistemas de saúde orientados pela equidade e integralidade do cuidado. Na Amazônia brasileira, comunidades ribeirinhas historicamente marginalizadas enfrentam barreiras geográficas, estruturais e socioculturais que comprometem gravemente o acesso e a qualidade dos serviços de saúde disponíveis. Objetivo: analisar as evidências científicas produzidas entre 2015 e 2025 sobre o acesso e a qualidade da APS em comunidades ribeirinhas da Amazônia brasileira, identificando os principais determinantes das iniquidades observadas e as estratégias propostas para sua superação. Trata-se de revisão integrativa realizada nas bases de dados MEDLINE/PubMed, LILACS, SciELO, Cochrane Library e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com recorte temporal de 2015 a 2025. Foram selecionados 47 estudos após aplicação rigorosa dos critérios de elegibilidade e avaliação crítica da qualidade metodológica. Os resultados evidenciam que o acesso à APS é marcadamente insatisfatório nessas comunidades, com destaque para barreiras geográficas — tempo médio de deslocamento fluvial superior a quatro horas — e severo comprometimento dos atributos de longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado. A pandemia de COVID-19, entre 2020 e 2022, evidenciou e aprofundou as vulnerabilidades preexistentes, ao mesmo tempo em que acelerou a adoção de estratégias de telemedicina. Unidades Básicas de Saúde Fluviais, Agentes Comunitários de Saúde e tecnologias digitais de saúde mostram potencial para mitigar iniquidades, mas carecem de implementação sistemática e avaliação contínua. Conclui-se que a agenda científica e política sobre saúde ribeirinha amazônica avançou na última década, mas permanece insuficiente para orientar políticas públicas robustas, específicas e sustentáveis para essa população.
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institution Zenodo
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publishDate 2026
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Costa, Leonardo Corrêa
Barbosa, Cesar Martins
Régis, Dandara Garcia Menezes
Júnior, Jandervam Figueiredo Régis
Diniz, Jarlan Ferreira
Carvalho, Petrúcia Cirilo de
Pantoja, Rafael Wendel Alves
Anselmo, Giseli Lima
Carvalho, Andréa Regina Martins de
Rodrigues, José Leal
Atenção Primária à Saúde
Populações Ribeirinhas
Acesso aos Serviços de Saúde
Amazônia
Iniquidade em Saúde
A Atenção Primária à Saúde (APS) é reconhecida como o nível essencial dos sistemas de saúde orientados pela equidade e integralidade do cuidado. Na Amazônia brasileira, comunidades ribeirinhas historicamente marginalizadas enfrentam barreiras geográficas, estruturais e socioculturais que comprometem gravemente o acesso e a qualidade dos serviços de saúde disponíveis. Objetivo: analisar as evidências científicas produzidas entre 2015 e 2025 sobre o acesso e a qualidade da APS em comunidades ribeirinhas da Amazônia brasileira, identificando os principais determinantes das iniquidades observadas e as estratégias propostas para sua superação. Trata-se de revisão integrativa realizada nas bases de dados MEDLINE/PubMed, LILACS, SciELO, Cochrane Library e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com recorte temporal de 2015 a 2025. Foram selecionados 47 estudos após aplicação rigorosa dos critérios de elegibilidade e avaliação crítica da qualidade metodológica. Os resultados evidenciam que o acesso à APS é marcadamente insatisfatório nessas comunidades, com destaque para barreiras geográficas — tempo médio de deslocamento fluvial superior a quatro horas — e severo comprometimento dos atributos de longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado. A pandemia de COVID-19, entre 2020 e 2022, evidenciou e aprofundou as vulnerabilidades preexistentes, ao mesmo tempo em que acelerou a adoção de estratégias de telemedicina. Unidades Básicas de Saúde Fluviais, Agentes Comunitários de Saúde e tecnologias digitais de saúde mostram potencial para mitigar iniquidades, mas carecem de implementação sistemática e avaliação contínua. Conclui-se que a agenda científica e política sobre saúde ribeirinha amazônica avançou na última década, mas permanece insuficiente para orientar políticas públicas robustas, específicas e sustentáveis para essa população.
title AVALIAÇÃO DO ACESSO E DA QUALIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
topic Atenção Primária à Saúde
Populações Ribeirinhas
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Amazônia
Iniquidade em Saúde
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