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Main Authors: Andrade, Joana Kellany Gonçalves de, Silva, Thalia Caldas da, Moraes, Elinalva da Silva, Santos, Danilo Costa dos, Silva Filho, José Gracione da, Lima, Reinan dos Santos, Nascimento, Janaína Marques do, Cunha, Ivo Alexandre Leme da
Format: Recurso digital
Language:
Published: Zenodo 2026
Subjects:
Online Access:https://doi.org/10.70773/revistatopicos/778989164
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Table of Contents:
  • O controle parasitário convencional em pequenos ruminantes da agricultura familiar brasileira depende quase exclusivamente de antiparasitários sintéticos e antimicrobianos, gerando três problemas interligados que comprometem a sustentabilidade do sistema produtivo. Este artigo apresenta uma revisão narrativa crítica da literatura sobre: (i) resistência a antiparasitários em nematódeos gastrintestinais, com foco em Haemonchus contortus, e em coccídios do gênero Eimeria; (ii) resistência antimicrobiana em bactérias comensais e patogênicas de ovinos e caprinos, com destaque para genes de resistência transferíveis; e (iii) resíduos de antiparasitários e antimicrobianos na carne e no leite, com implicações para a segurança alimentar. A revisão integra dados fenotípicos de eficácia (teste de redução da contagem de ovos nas fezes), marcadores moleculares de resistência (polimorfismos no gene da beta-tubulina isotipo 1, genes de resistência bacteriana), dados analíticos de resíduos (cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas) e o marco regulatório brasileiro (Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes, Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos). Os três eixos, analisados em conjunto sob a perspectiva de Saúde Única, demonstram que o modelo convencional de controle sanitário é insustentável do ponto de vista técnico, ambiental e de saúde pública, e que a transição para estratégias agroecológicas de manejo parasitário constitui uma necessidade fundamentada em evidências.