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| Format: | Recurso digital |
| Language: | |
| Published: |
Zenodo
2026
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.70773/revistatopicos/778989164 |
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Table of Contents:
- O controle parasitário convencional em pequenos ruminantes da agricultura familiar brasileira depende quase exclusivamente de antiparasitários sintéticos e antimicrobianos, gerando três problemas interligados que comprometem a sustentabilidade do sistema produtivo. Este artigo apresenta uma revisão narrativa crítica da literatura sobre: (i) resistência a antiparasitários em nematódeos gastrintestinais, com foco em Haemonchus contortus, e em coccídios do gênero Eimeria; (ii) resistência antimicrobiana em bactérias comensais e patogênicas de ovinos e caprinos, com destaque para genes de resistência transferíveis; e (iii) resíduos de antiparasitários e antimicrobianos na carne e no leite, com implicações para a segurança alimentar. A revisão integra dados fenotípicos de eficácia (teste de redução da contagem de ovos nas fezes), marcadores moleculares de resistência (polimorfismos no gene da beta-tubulina isotipo 1, genes de resistência bacteriana), dados analíticos de resíduos (cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas) e o marco regulatório brasileiro (Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes, Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos). Os três eixos, analisados em conjunto sob a perspectiva de Saúde Única, demonstram que o modelo convencional de controle sanitário é insustentável do ponto de vista técnico, ambiental e de saúde pública, e que a transição para estratégias agroecológicas de manejo parasitário constitui uma necessidade fundamentada em evidências.